20 outubro 2005

Dia 20 de Outubro - Dia do Controlador de Vôo

Este post vai especialmente para meu amigo Guto Leite
.


Quando entramos no interior de um avião, seja para viajar ou trabalhar, nem nos lembramos que em solo firme, existe uma grande equipe de profissionais cuja função é ser os "olhos" dos pilotos.
A vida de um Controlador de Vôo é stressante. Cada ponto ali no radar significa um avião e consequentemente, centenas de vidas.
Para ser um Controlador de Vôo, é necessário acima de qualquer outro requisito, saber controlar os nervos e reagir em centésimos de segundos à situações inusitadas.
Como são formados esses profissionais?
Todos são formados pela Aeronáutica;
Os militares pela Escola de Especialistas da Aeronáutica em Guaratingueta;
Os civis tanto da Aeronáutica como da Infraero são formados no Instituto do Controle do Espaço Aéreo em São José dos Campos;
A escolaridade exigida para o concurso é o ensino médio.

Há pouco tempo atrás, eu coloquei aqui o vídeo e informações sobre aquele pouso forçado da Jetblue. Vale lembrar que além do piloto ser excelente, nada daquilo teria sido possível, sem que seus olhos em chão firme, tivessem contribuído.
Fica aqui a minha homenagem a esses grandes profissionais. Sem eles, com a quantidade de tráfego aéreo que temos atualmente no Mundo, ninguém voaria em segurança.
Uma salva de palmas a eles.
Para encerrar uma frase criada por um querido amigo:

"Controlador de vôo - O heroi nas entrelinhas, aquele que nos permite voar em paz"( Bosco)
Passem no Blog do Guto Leite e leiam um texto super interessante sobre esse assunto.

19 outubro 2005

Magal é tudo!!!



Uma das histórias do meu livro é sobre um vôo que eu fiz com esse homem maravilhoso: Sidney Magal.

Eu sou fã dele desde menina, assistia o Chacrinha, comprava os LPs (poxa tô velha), dava gritinhos, surtava, caia no chão batendo as pernas....

E olha que hoje, ainda não consigo me controlar quando o vejo no novela Bang Bang, imaginem quando o vi no meu vôo.

Como eu sempre faço questão de citar, todas as histórias são verídicas, e de todas as minhas, já que o livro tem causos de outras pessoas também, eu guardo as fotos e recordações de todos aqueles grandes momentos.



Hoje compartilho com vocês a foto que fiz com esse espetáculo de homem.








Ele não é tudo????!!!!!!

18 outubro 2005

A partir de hoje, vou colocar aqui algumas curiosidades sobre meu livro.

Algumas fotos das histórias que estão no livro - pois é, são todas verídicas - e outros detalhes e devidos créditos.



Vou começar pela capa:



A capa foi um presente da Mallmann Comunicação e a ilustração, esta mesma que ilustra este Blog, é de Juliana Zarattini.



A orelha da capa.



Na primeira orelha do livro está a letra de uma música da banda Mandorová. Os seus autores, Silo Sotil e Zé Siqueira gentilmente a cederam para que fosse publicada na capa do livro.

Essa banda começou as atividades em São Luiz do Maranhão, e assim como os tripulantes, tem um estilo de vida Trecheiro.

O que é Trecheiro???

Clique aqui e ouça a música que está na capa do livro, com toda certeza você entenderá.

Quer saber mais sobre a Mandorová? Clique aqui e vá até o site deles.





Para você que é de Campinas e interior, e está indignado porque o lançamento será em São Paulo, AGUARDE!!!

Quem sabe ainda hoje teremos aqui os detalhes de uma festa do lançamento do livro por aqui.

17 outubro 2005

Para quem não leu a matéria de capa da Folha de São Paulo de hoje, Clique aqui e veja a última "invenção" do Sr. Click.



Rapaz, quando é que você vai criar vergonha nessa cara??? Desta vez você foi longe demais!!!!



PS: Eu avisei que ia ter troco...

Seria uma crítica ao Voando Alto? Na dúvida, vale a pena conferir

The Aviary - Finally a movie about flight crew made by someone who knows...




Esta é a chamada deste novo filme sobre comissários de bordo.

Clique aqui e assista ao trailler


Ou

Clique aqui e vá até a página oficial


15 outubro 2005

Aproveitando o Dia do Professor, uma aula sobre a profissão...

Após um longo período de pesquisa sobre a verdadeira história do início da profissão Comissário de Bordo, encontrei vários textos em inglês e francês, fiz a tradução e coloco aqui para vocês.

Antes que eu receba mais emails de comissárias reclamando da forma correta de se colocar a profissão, eu explico abaixo como funciona hoje. Essa explicação não muda nada o início de tudo, não mudaria em nada o texto maravilhoso que está aí, mas enfim, vamos aos fatos.



Profissão: Aeronauta

Cargo / Função: Comissário de Bordo



Este texto é um apanhado de vários outros e a tradução é minha. Caso alguém queira usar o texto, POR FAVOR, ME MANDE UM EMAIL SOLICITANDO. Assim como eu sempre faço questão de citar a fonte das notícias que coloco aqui para vocês, porque esta é uma forma de dar os devidos créditos ao profissional que a fez, eu espero a mesma gentileza de vocês. Já perdi a conta de quantas foram as vezes que ao visitar outros Blogs via os meus textos sem a menor citação de origem.







Comissários de Bordo - Como tudo começou...

Tradução: Paula de Paula









A experiência com Comissários de Bordo:

As primeiras linhas aéreas comerciais eram território dos homens. Dos pilotos esperava-se o cuidado com a carga, não se pensava nas necessidades daqueles intrépidos viajantes acomodados no espaço vago do compartimento de carga.



Com aviões maiores podendo acomodar mais passageiros, algumas linhas aéreas experimentaram a inclusão de alguns homens ao grupo de vôo, tais como, despachantes, cabin-boys (meninos de cabine, que auxiliavam os pilotos no despacho do vôo) e os comissários.



Os Comissários carregavam a bagagem, recolhiam os tickets dos passageiros e com o tempo foi incluído o serviços de bordo, cuja função era distribuir chicletes para aliviar o desconforto de vôo, petiscos e bebidas. Em 1920, A Pan American Airlines ministrou o primeiro treinamento intensivo de primeiros socorros para os tripulantes que se tem notícia. A preferência nas contratações desses profissionais era dada aos jovens filhos de magnatas industriais, de construtores de estradas de ferro e dos empresários que financiavam as empresas aéreas. Sempre homens.





Ellen Church abre o caminho para as mulheres:

A posição do assistente de vôo (como era chamado) permaneceu indefinida até 1930 com a chegada de Ellen Church. Ellen era enfermeira e começou a voar para fazer estudos sobre a saúde dos passageiros em vôo. Esses estudos aproximaram Ellen de Steve Stimpson da Boeing Air Transportation, e juntos eles criaram a profissão Stewardess (Aeromoça), um cargo a ser ocupado somente por enfermeiras.



Church tinha um enorme senso crítico, e logo após voltar de um vôo longo, onde voara com mais três homens (comissários), ela procurou Stimpson e comentou sobre a necessidade de se colocar enfermeiras voando. Stimpson comprou a idéia e começou a tentar convencer seus superiores sobre essa necessidade.



William A Patterson, assistente do presidente da Boeing Air Transportion, decidiu fazer um vôo com Ellen e os outros comissários e constatou que ela realmente tinha razão. Logo em seguida deu a sua aprovação para a contratação de oito enfermeiras para o cargo de Comissárias por um período experimental de três meses. Em 15 de maio de 1930 as 8:00 da manhã, um tri-motor da Boeing deixou Oakland com destino a Chicago com Ellen, oficialmente a primeira Comissária do mundo, a bordo.



Os passageiros aplaudem a idéia:

Embora alguns pilotos se queixassem que era ridículo ter mulheres fazendo parte da tripulação, os passageiros aplaudiram a experiência. Os passageiros que voaram com as, inicialmente, oito Comissárias confirmaram que os pilotos não lhes dirigiam a palavra, e as esposas de alguns pilotos da cidade de Salt Lake City começaram uma campanha junto à Boeing, com abaixo assinado e tudo, pedindo a remoção das Comissárias.



Em 1930 foi criado o primeiro manual para comissárias intitulado "Dos e Don'ts". A maioria das lições falava sobre a "elite" dos pilotos, que eram tratados ali como heróis do ar (aí começa a noção de hierarquia). Uma norma rígida, tal como um regime militar era o pricipal foco deste manual, sempre ressaltando o respeito ao comandante e ao copiloto. Estes teriam prioridade sobre os passageiros SEMPRE. Antes de atender os passageiros elas deveriam verificar se as bagagens dos pilotos já tinha embarcado, se estavam devidamente guardadas e se eles não necessitavam algo.



Casamento para as Comissárias era um tabu no início. Ellis (Crawford) Podola foi demitida após dois meses de vôo porque descobriram que ela era casada. Steve Stimpson, chamava os pais das comissárias no ato da contratação para explicar as regras de No-Marriage (proibição de se casar). Stimpson se justificava com o seguinte discurso: Nós demitimos a Comissária Crawford porque, certa vez o vôo dela atrasou por causa de mau tempo e o marido dela ligou na minha casa as 03h00 da manhã perguntando onde estava a sua esposa. Estas regras No-Marriage vigoraram até 7 de Novembro de 1968 nos EUA.



As noções românticas de vôo que o público tinha em relação aos pilotos foram sendo substituidas pelo facínio que a profissão de Comissária exercia sobre eles. Quando a Comissária Inez Keller fez um pouso forçado em um campo de trigo perto de Cherokee, uma multidão foi até lá e Keller fez o seguinte relato: As pessoas nunca tinham visto um avião de perto, quiseram tocá-lo e, quando me viram queriam me tocar também. Um deles chamou-me de "o angel do céu."



A recepção contraditória dos pilotos em relação às primeiras comissárias evaporou rapidamente.



No fim da experiência de três meses com as comissárias, os diretores da Boeing notaram o grande sucesso da empreitada. Ellen Church, chefe das comissárias, delegou funções a homens e mulheres ansiosos para experimentar a aventura e a adrenalina que o novo trabalho em vôo oferecia. Ellen tornou-se responsável por dirigir e determinar padrões para esta nova função. Na ausência do gerente da base, supervisionava o serviço de bordo, comprava equipamentos e coordenava o embarque e desembarque de passageiros. Assim, Ellen também abriu outro caminho; era a primeira mulher a trabalhar em uma posição de gerência na indústria emergente da aviação.



Embora a indústria mundial da aviação seguisse os passos das empresas americanas, contratando mulheres para trabalhar em aviões, ainda existiam as que relutavam.





CURIOSIDADES:

As nomenclaturas e o tempo...




Português

Antigamente: Aeromoça

Hoje: Comissária de Bordo

Ou seja, AEROMOÇA NÃO SE USA MAIS, SACOU???



Inglês

Antigamente: Stewardess

Hoje: Flight Attendant



Espanhol

Antigamente: Azafata

Hoje: Auxiliar de Vuelo



Francês

Antigamente: Hôtesse

Hoje: Préposé De Vol

12 outubro 2005

Desde sempre eu sou fã de um site de aviação, o Jetsite. Acho que é um dos mais completos que conheço.

Sempre passo por lá para saber as novidades, ler os editoriais e as matérias.

Hoje na minha visita rotineira li um editorial simplesmente fantástico.

Espero que o Gianfranco Beting, esse homem por quem eu tenho uma enorme admiração, não se incomode por eu colocar aqui este excelente texto que está no site. E aproveito para convidar todos vocês que gostam de aviação a visitar o Jetsite.



EDITORIAL



PIZZARIA BRASIL




Já sei porque o funcionário público também é conhecido como servidor público: ao longo de sua carreira, mais cedo ou mais tarde, ele se serve de uma fatia dessa gigantesca pizza chamada Brasil. Ah, que inauspicioso momento este para nossa Pátria e nossa aviação. Mas como rir é o melhor remédio, vamos mostrar o cardápio da aviação brasileira nesse começo de milênio.



Mas atenção, que é certeza de provocar indigestão. Mesmo assim, Bom apetite!



1-Transbrasil (cobertura de linguiça Sadia)

Uma fina combinação de empresa familiar sem plano de sucessão com sucessor sem plano de continuar na família. Pelo menos, o salame que os milhares de funcionários sem seus direitos, salários, aposentadorias (enfim, dignidade) levaram é de procedência indiscutível: da Sadia, sim senhor.



2- Vasp com borda recheada

As bordas e as fazendas de gado, lá nos cafundós do centro oeste, são recheadas com o tutú que sumiu, com turbinas que desapareceram, etc, etc. Essa combinação de ingredientes e modo de preparo garantem o sucesso dessa receita: origem duvidosa na provatização, arrogância quando foi ao forno, antiquada na hora de servir o público e espertona na hora de pagar salários, fornecedores, impostos. Um sabor típico, que faz muito sucesso junto ao empresário-modelo brasileiro.



3-Varig no espeto

Pizza com aroma de churrasco gaúcho e setenta e oito anos de tradição. Junte uma fundação caduca e venal, uma frota obsoleta, pitadas de Real, Panair, Cruzeiro, Rio Sul e Nordeste e muita saudade d`antanho e voilá: você tem uma pizza no formato rocambole, onde poucos comeram muito e onde todos terão de pagar um pouquinho da conta. Detalhe: a cada dia que passa, apresenta um aroma cada vez mais pronunciado de presunto.



4- Vagalume Webjet

Essa é nossa pizza-alada-brotinho. Voando dia sim, dia não, o que por contrato, pelo escopo de suas operações (regulares?) ela jamais poderia fazer. Mas como o DAC não supervisona patavinas, pode pedir a sua. Mas atenção: é uma fatia só para 135 assentos.



5- ANAC com cobertura

Com cobertura do Planalto, que supervisona a criação da Agência Nacional de Aviação Civil para que ela não seja agente de nada, sobretudo da aviação. Civil? Só se você viu. Eu não vi nada, a não ser, a saudade dos militares.



6- DAC sem cobertura

Sem dinheiro, poder, prestígio, essa pizza é de dar dó: é só massa, cada vez mais fina, cada vez com menos cobertura. Peça rápido, e mesmo assim, se a fome não for muita.



7- Infraero

Preço de cada fatia: US$ 100,00. Especialidade é a pizza sabor Elefante Branco: constrói ou amplia aeroportos onde não há tráfego para justificar a obra (Tom Jobim, Confins). Em suma: deixe a Infraero administrar seu apetite e você em breve vai descobrir como é possível morrer de fome numa pizzaria.



8- Rodízio de Pizza

Em rápida sucessão, servimos os sabores Via Brasil, Brasmex, Fly, VICA, Jetsul, Digex, Itapemirim, TAVAJ, TABA, Nacional, Presidente, Air Minas, Air Brasil, Interbrasil, e tantas outras que já saíram do cardápio para não mais voltar. Se você está em dúvida, pensando em abrir uma companhia aérea no Brasil, essa é a melhor pedida par acabar com seu apetite.



9- Pizza FAB

Outra tristeza. Sem dinheiro para combustível, para armamento, você precisa levantar e ir pegar sua mini-fatia na boca do forno: os recursos, escassos, foram usados todos num ACJ novinho, mas de uso exclusivo do pizzaiolo-mór, chefe supremo da Nação, antigamente conhecido como chef Sapo Barbudo.



10- Pizza Brotinho

Nossa aviação leve, de aeroclube, em estado de extinção provocado pelo descaso, pela combinação nada apetitosa de combustível caro, impostos em demasia, regras nada claras e em profusão. Cuidado que o sabor é mesmo muito amargo.



11- Gol de Pizza

Uma barrinha de cereal nos sabores calabresa, portuguesa e atum. Tem sido cada vez mais pedida.



A conta, por favor!

Ah, sim. Na hora de sair, paguemos a conta. Décadas de oligopólio praticado pelas defuntas supra citadas, transformaram a aviação comercial do Brasil numa das mais caras em todo o mundo. Por exemplo: quando apenas duas empresas voavam entre Brasil e Estados Unidos (uma norte-americana e a outra brasileira, brasileira, brasileira) uma passagem de classe econômica GRU-MIA custava US$ 2.000,00. Hoje, custa US$ 600,00.



Esse é só um exemplo de que a livre concorrência - praticada com supervisão para coibir abusos - é a única maneira de equilibrar o setor, de forma a remunerá-lo para que possa continuar servindo ao público, para garantir eficiência ao sistema e proteger a economia popular. Como na Pizzaria Brasil não há talento, seriedade, educação e moral para absolutamente nada, o resultado está aí. Empresas quebradas, um setor sem regras claras, atolado em impostos escorchantes, que está prestes a sofrer uma enorme consolidação.



O resultado é um só: pagaremos, todos, como fizemos nas décadas anteriores, a conta.



10/10/2005



11 outubro 2005

Espero que as cópias sem créditos, uso da imagem do Blog etc etc etc, possam parar.



Copiar é crime



Trecho da lei 9.610, de 19.02.98

Capítulo II

Dos Direitos Morais do Autor

Art. 24. São direitos morais do autor:

I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;

II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;

III - o de conservar a obra inédita;

IV - o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;

V - o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;

VI - o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;

VII - o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.

03 outubro 2005

Mais uma do pouso forçado, vamos lá??

Finalmente o vídeo.

Clique aqui e assista o famoso pouso



Agora imaginem que os passageiros que estavam a bordo assistiam tudo que era transmitido pela tv, já que em cada poltrona existe um monitor....

Os meus aplausos aos pilotos. Que pouso espetacular!!!!



E não poderia deixar de citar: Encontrei este vídeo graças a um email do Click

01 outubro 2005

Filme com Jodie Foster enfurece comissários de bordo nos EUA



Fonte: Reuters



Os sindicatos que representam a maior parte dos 90 mil comissários de bordo norte-americanos estão encorajando seus filiados a boicotar o novo filme de Jodie Foster. "Plano de Vôo" ("Flightplan") mostra um comissário de bordo e um oficial norte-americano que são terroristas.



Para os sindicatos, o fato de tripulantes de um avião comercial serem mostrados como vilões é uma irresponsabilidade, dado o aumento das preocupações com segurança desde os ataques de 11 de setembro de 2001 -- em que sequestradores suicidas usaram aviões comerciais como mísseis guiados.



O filme da Walt Disney Company liderou as bilheterias dos cinemas norte-americanos em seu lançamento, no último fim de semana, com arrecadação de 25 milhões de dólares.



Jodie Foster interpreta uma passageira que acorda de um cochilo durante o vôo e descobre que sua filha desapareceu. Ela descobre que um dos comissários de bordo está envolvido numa conspiração terrorista urdida pelo "air marshal" (uma pessoa que se faz passar por passageiro comum, mas na realidade é um agente do governo treinado em táticas antiterroristas e de combate a sequestros de aviões).



Em comunicado divulgado na terça-feira, os sindicatos se queixaram de que outros tripulantes do avião mostrados no filme são "grosseiros, indiferentes e pouco prestativos".



"Esse retrato dos comissários de bordo é um ultraje", disse a presidente internacional da Associação dos Comissários de Bordo (AFA), Patricia Friend. "Os comissários de bordo constituem a primeira linha de defesa em um avião. Eles arriscam suas vidas diariamente para garantir a segurança dos passageiros."



Uma representa da AFA em Washington disse que os sindicatos temem que os espectadores saiam do cinema com uma impressão que dificultará aos comissários de bordo "conquistar a confiança e o respeito dos passageiros".



"É extremamente irresponsável", disse à Reuters a porta-voz Corey Caldwell. Segundo ela, isso agrava outros estereótipos hollywoodianos de longa data, por exemplo comissárias de bordo como mulheres sexies e tolas ou pessoas áridas e destituídas de senso de humor, que apenas tentam impor disciplina.



Um representante da Disney disse que "não houve intenção alguma do estúdio ou da equipe do filme de criar de qualquer coisa senão um ótimo thriller de ação."



"Confiamos que o público saberá discernir a diferença entre a ficção e o ótimo trabalho diário dos comissários de bordo na vida real", disse o porta-voz.



Clique aqui e vá para a página oficial do filme