Depois do acidente com o U.S. Airways várias fotos com piadinhas foram divulgadas pela internet e por emails.
Na mesma semana recebi este email de um comandante muito querido, e como concordo plenamente com suas palavras, resolvi dividir com vocês.
Parabéns meu amigo, foi um dos emails mais sensatos que já recebi até hoje.
Texto de Paulo Mudry
É bastante interessante, o nosso posicionamento, além destas duas fotos recebi mais umas 3 ou 4 todas é claro, piadas sobre o acidente.
Por isso é interessante, é o que fazemos a vida toda, passamos a vida a criticar nossos colegas, nos do's das empresas.
Copilotos a criticar comandantes.
Comandantes a criticar outros comandantes. É realmente uma sina ser aeronauta no Brasil .
Até comissário critica tripulante técnico, inclusive hoje em dia comissário reporta comandante, coisa inaceitável antigamente em certas empresas aéreas.
Infelizmente se acontece algum incidente ou acidente então, ai ficamos satisfeitos, jogamos toda nossa frustração em cima do coitado, sim só podemos ser frustrados, pelo modo como agimos.
Vamos então sentar a pua, vamos criticar, vamos humilhar, o cara vai ficar famoso.
Esse comandante é o tal que ............................................................afinal somos os melhores do mundo, os melhores pilotos do mundo, conosco nunca aconteceria. Somos os fodões da aviação mundial, top guns, somos os melhores dos melhores, conosco não tem essa, temos a máquina na mão, não é mesmo?
Engraçado, se um comandante de navio comete um erro, tudo é analisado, até tribunal na marinha existe, com advogado e tudo, para sua defesa. Os comandantes ficam do lado do colega, defendem o mesmo, exigem
medidas de segurança, afinal um dia podem ser eles a cometer um pequeno erro.
Os médicos então nem se fala, se um comete um erro ( e erro médico geralmente se não mata, aleja) eles se protegem mutuamente, apoiam o colega e tentam evitar a todo custo que sejam condenados.
Aí dizemos que são uma máfia, (a famosa máfia de branco) mas pelo menos respeitam uns aos outros.
Aí depois dizemos que ganhamos pouco, que os patrões não nos respeitam, que temos chefias que não nos respeitam. Reclamamos de que?
Se nós mesmos não nos respeitamos como colegas.
Para exigirmos respeito, primeiro seria melhor começar por nos respeitarmos mutuamente dentro de nossa profissão.
Respeitar para ser respeitado, já seria um bom começo.
Coisas ruins podem acontecer com qualquer um.
O dia-a-dia de uma Comissária; matérias sobre aviação em geral; dicas para futuros comissários...
28 fevereiro 2009
19 fevereiro 2009
Olás!!!
Adoro Post polêmico, porque assim as pessoas finalmente comentam e entram numa discussão saudável e podemos refletir.
Lembro, caso não tenham lido no início da matéria que o AUTOR DO TEXTO se chama CARLOS SENRA.
Quem me enviou foi um comandante que já voou com ele, pois é o Carlos também é comissário, e este texto faz parte de seu livro de memórias.
Vou responder primeiro à Simone:
Sim, eu adoro minha profissão. Como qualquer outra, ela tem altos e baixos. Mas eu não a trocaria por nenhuma outra.
Assim como você, eu também tenho outras formações, mas hoje eu faço o que eu gosto.
Sabe o que acontece Simone, como neste meio há muita diversidade cultural, dá margem para muitas piadas, causos, histórias e por aí vai.
Como também tenho um livro publicado, e estou publicando o segundo, abro espaço para outros autores que falam sobre o assunto.
Mas todos vocês que acompanham este Blog tem o direito de colocar suas opiniões a respeito.
Lembro também, porque já percebi que as pessoas quando visitam o Blog só lêem os últimos textos publicados, que a grande preocupação quando escrevi meus dois livros foi defender a nossa classe. Isso serve também para responder uma parte dos questionamentos da Celeste.
E quanto aos textos colocados aqui, muitas vezes falo sério, mas momentos de descontração também são ótimos para relaxar não concorda?
Camila:
Como citei acima, o texto não é meu, e eu não tenho o hábito de generalizar nenhum tipo de situação. E vamos concordar em um ponto? Em qual profissão, ou qual lugar do planeta, homens não dão em cima de mulheres? Vivemos num momento onde as pessoas fogem de relacionamentos, estão na sua maioria carentes, e isso acontece a todo momento, estou errada?
Celeste:
Sinto informar, mas não vou desocupar a moita. rsrs Eu tenho verdadeira paixão pelo que faço e levo muito a sério a minha profissão. Acho que o que já foi escrito acima sobre as preocupações enquanto escrevia meus dois livros e sobre o autor deste texto abaixo, já respondem isso não? Agora, me desculpe a sinceridade, já que resolvemos levar por este lado a discussão, ok? Gostei muito da sua preocupação em defender a classe, mas desnecessário o comentário sobre a sua chefe. Frustrações, encontros e desencontros fazem parte da vida. Como você também faz parte da massa, sabe que muitas colegas nossas estão muito bem casadas com outros tripulantes e são felizes. Acontecem casos infelizes, comentários nojentos, é nojentos sim porque eu os classifico assim, em AFA? Todos os dias. Mas nesse caso colega, cada um é responsável pela maneira como conduz a sua vida.
Adorei a sugestão da gota. Se tiver sugestões, informações que possam acrescentar algo, serão sempre muito bem vindas, é so me encaminhar por email ok?
Adoro Post polêmico, porque assim as pessoas finalmente comentam e entram numa discussão saudável e podemos refletir.
Lembro, caso não tenham lido no início da matéria que o AUTOR DO TEXTO se chama CARLOS SENRA.
Quem me enviou foi um comandante que já voou com ele, pois é o Carlos também é comissário, e este texto faz parte de seu livro de memórias.
Vou responder primeiro à Simone:
Sim, eu adoro minha profissão. Como qualquer outra, ela tem altos e baixos. Mas eu não a trocaria por nenhuma outra.
Assim como você, eu também tenho outras formações, mas hoje eu faço o que eu gosto.
Sabe o que acontece Simone, como neste meio há muita diversidade cultural, dá margem para muitas piadas, causos, histórias e por aí vai.
Como também tenho um livro publicado, e estou publicando o segundo, abro espaço para outros autores que falam sobre o assunto.
Mas todos vocês que acompanham este Blog tem o direito de colocar suas opiniões a respeito.
Lembro também, porque já percebi que as pessoas quando visitam o Blog só lêem os últimos textos publicados, que a grande preocupação quando escrevi meus dois livros foi defender a nossa classe. Isso serve também para responder uma parte dos questionamentos da Celeste.
E quanto aos textos colocados aqui, muitas vezes falo sério, mas momentos de descontração também são ótimos para relaxar não concorda?
Camila:
Como citei acima, o texto não é meu, e eu não tenho o hábito de generalizar nenhum tipo de situação. E vamos concordar em um ponto? Em qual profissão, ou qual lugar do planeta, homens não dão em cima de mulheres? Vivemos num momento onde as pessoas fogem de relacionamentos, estão na sua maioria carentes, e isso acontece a todo momento, estou errada?
Celeste:
Sinto informar, mas não vou desocupar a moita. rsrs Eu tenho verdadeira paixão pelo que faço e levo muito a sério a minha profissão. Acho que o que já foi escrito acima sobre as preocupações enquanto escrevia meus dois livros e sobre o autor deste texto abaixo, já respondem isso não? Agora, me desculpe a sinceridade, já que resolvemos levar por este lado a discussão, ok? Gostei muito da sua preocupação em defender a classe, mas desnecessário o comentário sobre a sua chefe. Frustrações, encontros e desencontros fazem parte da vida. Como você também faz parte da massa, sabe que muitas colegas nossas estão muito bem casadas com outros tripulantes e são felizes. Acontecem casos infelizes, comentários nojentos, é nojentos sim porque eu os classifico assim, em AFA? Todos os dias. Mas nesse caso colega, cada um é responsável pela maneira como conduz a sua vida.
Adorei a sugestão da gota. Se tiver sugestões, informações que possam acrescentar algo, serão sempre muito bem vindas, é so me encaminhar por email ok?
17 janeiro 2009
"Minhas memórias, antes que as esqueça."
AUTOR- Carlos Senra
O passageiro, pessoa de contrastes -
O passageiro é sempre passageiro. Por mais que viaje e por mais horas de vôo que acumule, o passageiro nunca será fixo, será sempre passageiro. Anualmente, milhares deles vão à Disney levando seus filhos; sacoleiras entopem os vôos para N. York; aristocratas falidos vão à Los Angeles acreditando que a cidade ainda detém o antigo glamour; remediados apinham as listas de espera dos vôos para a Europa, sem falar nos descendentes, que vão ao Oriente torrar o saco dos ancestrais, que não têm como negar-lhes morada na busca por novas oportunidades. Juntos formam uma massa interessante, porém pastosa e sem rosto, à qual as empresas aéreas denominam "usuários".
Os usuários querem entrar no avião todos ao mesmo tempo. Esbarram o ombro no batente da porta e olham feio para o outro que entrou ao mesmo tempo e esbarrou o outro ombro no outro batente. Brigam pela janelinha, mesmo quando o vôo é noturno e não dá pra ver nada. Quando a conseguem, passam a noite inteira levantando para ir ao banheiro, incomodando o outro usuário que também está com o ombro doído. Fazem barulho, bagunça, desfolham jornais, roubam talheres, copos, xícaras, travesseiros, mantas, fones de ouvido; assemelham-se a uma nuvem de gafanhotos praticando um saque a que chamam "souvenir". Levam revistas de palavras cruzadas que jamais serão resolvidas e acham-se super malandros sentindo roçar na barriga o incômodo saco plástico que esconde os "travellers-cheques". Transformam os banheiros num lodaçal, num Everglades de mijo. Sentem-se uns aventureiros, uns Indiana Jones ao contrário, já que estão viajando de um país de terceiro mundo para lugares um pouquinho mais civilizados. Querem abraçar o Mickey e apertar a mão do Pateta; querem arrancar uma lasquinha de tinta da Estátua da Liberdade; querem pisar nas estrelas da Calçada da Fama. Torcem para que neve em pleno verão e alugarão carros dos quais falarão pelos próximos dez anos. Tiram centenas de fotos horríveis, mostrando sempre os mesmos sorrisos sem graça e sempre com as pessoas portando sacolas de compras. Os que já foram mais de uma vez fazem questão de explicitar isso logo no primeiro momento da conversa: "da última vez que estivemos em Paris...". O "última vez" é dito em itálico e negrito, deixando claro que ele já esteve lá outras vezes. Já o de primeira viagem compara o avião ao ônibus no qual fez a excursão a Foz do Iguaçu. E se acha criativo fazendo a inevitável comparação dos solavancos do avião aos buracos da estrada. Pedem para conhecer a cabine de comando e lá chegando podem ser divididos em dois grupos: o dos experts e o dos babões. O expert, por ser expert, já entra na cabine de dedo em riste, apontando com concreta certeza "ali é o radar, não é?". O babão entra quieto, compenetrado, olha tudo com muita atenção e por último o painel do teto. Por estar olhando para cima fica com a boca semi-aberta. E dispara, engolindo a saliva: "poxa, quanto botão, como é que vocês decoram tudo isso?".
O passageiro-padrão sempre quer a comida que não tem mais, e acha um absurdo o avião não estar equipado para atender a todos os seus desejos gastronômicos, sejam quais forem. Certa vez um me pediu pizza. De calabresa, com bastante cebola. Desculpei-me por não poder atendê-lo, confidenciando-lhe no ouvido que a máquina que espremia os tomates para o molho havia quebrado. Embarcando em Seul ele quer jornal de Porto Velho. De hoje. E não adianta explicar que o Brasil está doze horas atrás do fuso da Coréia, fato incontornável, que faz o jornal ser sempre de ontem, nunca de hoje. Mas aí ele não quer mais, afinal, é um homem à frente do seu tempo. E tudo isso sem falar naqueles que voltam com dificuldades para entender o português. Compreende-se, afinal passaram longos sete dias em Miami.
E com todo esse tumulto e confusão foi preciso que as empresas encontrassem um profissional capaz de botar ordem naquela Babel de asas. Alguém capaz de controlar a massa, uma espécie de PM sem cassetete e que fosse, ainda, o responsável pela segurança. Era preciso alguém otimista, corajoso e trouxa o suficiente para topar a parada.
E assim, surgiu o comissário.
O Comissário, pessoa de contrastes -
O comissário é antes de tudo um forte. Um forte candidato a se fuder. Otimista por natureza é o único que acredita poder sair vivo de um acidente numa cangalha que anda a mais de 900 km por hora e que leva toneladas de combustível bem embaixo do seu assento. É um eclético: atura gente arrogante na primeira classe, atura gente chata na classe executiva, e na classe econômica atura gente que ainda não definiu se vai ser chata ou arrogante. Tem curso de sobrevivência na selva, no mar, no gelo e no deserto, mas nunca lhe ensinaram sobreviver com o ridículo salário que lhe pagam. Sabe fazer parto e controlar chilique. Sabe dar extrema-unção aos católicos, fazer servir a refeição kosher do rabino e conhece trechos do Alcorão para atender os muçulmanos. Tem curso de primeiros e de últimos socorros, conhece psicologia aplicada, e se nada disso der certo, sabe como tirar todo mundo de dentro do avião em 90 segundos, sendo o último a sair. Dá nó em pingo d´água e quando o serviço de bordo não é suficiente para todo mundo, opera o milagre da multiplicação. É capaz de dar o mesmo copo de suco para duas pessoas ao mesmo tempo, sem que elas percebam. É um mágico, um ilusionista, cujas mãos possuem uma agilidade de fazer inveja a qualquer profissional do baralho. E é formado em ocultismo, sabendo ocultar frangos, queijos e garrafas pet na mala.
No início do vôo o comissário se apresenta ao comandante, que está de saco cheio, com cara mal dormida e o nó da gravata torto. Juntos vão para o avião, aquele belo exemplar de um mais pesado do que o ar, com mais de vinte anos de uso. O livro de panes é mais grosso que a Enciclopédia Russa, várias delas em "acr", o que significa que não tem peça de reposição. A manutenção é de terceiro mundo e as pessoas envolvidas na operação também. O comissário checa tudo e recepciona os passageiros com um sorriso largo e uma mentira estreita sobre o atraso. Fecha a porta de travamento visivelmente duvidoso, senta em seu banco, ajusta o seu cinto e dá um sorriso para a velhinha sentada bem na sua frente. Apaga a luz, mantendo a cabine escura como a dúvida. Concentra-se para a decolagem e acha que vai chegar inteiro ao destino. Vai ser otimista assim na puta que pariu!
Além dele, há a comissária, a versão feminina da coisa.
A Comissária, pessoa de contrastes -
A comissária começa na carreira com um carro zero, dado pelo pai. Ele não queria que ela interrompesse a faculdade e adiasse o casamento, mas no fundo está feliz por ver a menina, aquela criadora de caso, ir encher o saco dos outros. Os outros também estão felizes por conhecer a menina, e todos se mostram muito mais interessantes que o noivo, que começou a dançar no momento em que ela colocou os pés no avião. Na relação tentativa-erro, ela acha que toda tentativa é um acerto, já que os novos colegas estão sempre dispostos a ensinar. Ela não se dá conta daquele monte de gente vivida dançando em torno dela igual índio dançando em volta da fogueira.
A comissária tem o mesmo treinamento e sabe fazer as mesmas coisas que o comissário faz. Mas, por ser mulher, é menos otimista e, portanto, mais realista. A bordo, ela é soberana, insuperável e insubstituível, e com um simples sorriso é capaz de servir não dois, mas três copos de suco ao mesmo tempo, sendo que o terceiro usuário, cheio de esperanças pelo sorriso, vai virar o copo na boca sem perceber que ele está vazio. É ela que trabalha na linha de frente, dando o primeiro combate à massa e por isso é, ao mesmo tempo, flecha e arco. Em pouquíssimo tempo estará dançando em volta de todo mundo como índio dança em volta da fogueira. Ela decola ao lado do comissário e mesmo na escuridão é capaz de perceber, perguntando enquanto mantém o sorriso para não chamar atenção: "fechou essa porta direito? Parece que está meio aberta". Ambos, comissário e comissária, formam um time poderoso e, às vezes, assediam a massa, fazendo cara séria e voz compenetrada para oferecer as carnes disponíveis na refeição: "a senhora é vaca ou galinha?"
Mas é ela, a comissária, quem sempre prevalece. É ela que alimenta os mais inconfessáveis sonhos de todos, principalmente do usuário. Pode não ser bonita, nem gostosa. Mas dentro daquele uniforme transforma-se numa espécie de fada alcançável, um mito capaz de enlouquecer os menos avisados.
E, dentre os mais desavisados, está o co-piloto.
O Co-Piloto, pessoa de contrastes -
Existem dois tipos básicos de co-piloto: o "xodó" e o "oriundo".
O "xodó" é o xodó da mãe, senhora que transpira vaidade por todos os poros e que está sempre avisando que o filho "chegou lá, mas ainda vai mais longe". Ele é um rapaz altivo, que pensa ter cultura e inteligência acima da média. E se acha bonitão! É o centro das atenções nas festas de família. Claro, não é toda família que tem um pimpolho capaz de que decolar aqueles enormes aviões. Não mesmo! Só aquelas com grana suficiente pra bancar o aero-clube, onde o coitado vai ralar durante seis longos meses para tirar o brevet.
O outro tipo é o "oriundo". Ele é oriundo da FAB, onde cursou a academia e na hora de servir à pátria descobriu que a aviação comercial é mais compensadora. Aí, ele dá baixa e vai ser civil, tirando a vaga de um pimpolho, cuja mãe vai ficar uma fera.
Normalmente, o co-piloto xodó é mais arrogante e liberal, enquanto o oriundo é mais humilde e "caxias". Seja como for, ambos descobrirão rapidamente que só têm direito a escolha comportamental aquele que está por cima. E é por isso que o passatempo de ambos é falar mal do comandante. Adoram contar sobre o dia em que o comandante pisou na bola e - não fosse ele, herói de plantão - as coisas iam ficar pretas. Mas, claro, só contarão para as pessoas de confiança, porque amanhã vai ter outro vôo, com um comandante amigo daquele outro, e os quinze minutos de glória poderão se transformar em meses de pesadelo.
Por ser achar bonitão, inteligente e culto, o co-piloto acha também que pode conquistar a comissária. Acha que a concorrência do comissário que senta junto dela é desleal, e que a concorrência exercida pelo comandante é sacana, já que ele usa o posto pra dar em cima da moça. Mas sabe que um dia será comandante e então tudo será diferente. Cada um será colocado no seu devido lugarzinho e nascerá uma nova era de justiça e paz social no relacionamento. Enquanto isso não acontece, ele acha que todo mundo é babaca.
Principalmente o comandante.
O Comandante, pessoa de contrastes -
Todo comandante já foi co-piloto e por isso mesmo acha que todo co-piloto é babaca. Quando foi promovido passou a sofrer a chamada "solidão de comando", fato difícil de contornar porque ele, apesar de estar cercado por vários tripulantes, cada um deles especialista numa coisa, quer ser especialista em tudo. Afinal, é ele quem tem que comandar e a solidão de comando faz com que se sinta um Charles Lindemberg cercado de gente por todos os lados.
O comandante é o representante direto do patrão que, no entanto, não lhe dá autonomia de representação. O patrão prefere nomear uma chefia, a quem dá autonomia, que deveria representá-lo e a quem o comandante deveria representar. Mas na opinião do comandante, toda chefia é incompetente. E não querendo representar incompetentes, ele acaba representando apenas a si mesmo, o que aumenta a solidão de comando. Isto faz azedar o relacionamento com os demais tripulantes, principalmente com o seu colega mais próximo, o co-piloto. Já tendo sido co-piloto, o comandante sabe que este o acha um babaca e, por isso, o comandante o acha um babaca.
Um dia, de saco cheio por ter que voar um avião velho num país de terceiro mundo, e tendo que conviver com a solidão de comando, o comandante conhece uma comissária. Ela parece especialista em compreender tudo, um mito capaz de fazê-lo virar o copo vazio na boca e com cancha suficiente para amenizar a solidão de comando.
Tudo estaria resolvido, se não fosse aquele co-piloto babaca que também está dando em cima da moça. E pior, tem aquele comissário, com seu maldito otimismo, que senta junto dela na decolagem e tenta conquistá-la, mentindo que a porta está fechada...
AUTOR- Carlos Senra
O passageiro, pessoa de contrastes -
O passageiro é sempre passageiro. Por mais que viaje e por mais horas de vôo que acumule, o passageiro nunca será fixo, será sempre passageiro. Anualmente, milhares deles vão à Disney levando seus filhos; sacoleiras entopem os vôos para N. York; aristocratas falidos vão à Los Angeles acreditando que a cidade ainda detém o antigo glamour; remediados apinham as listas de espera dos vôos para a Europa, sem falar nos descendentes, que vão ao Oriente torrar o saco dos ancestrais, que não têm como negar-lhes morada na busca por novas oportunidades. Juntos formam uma massa interessante, porém pastosa e sem rosto, à qual as empresas aéreas denominam "usuários".
Os usuários querem entrar no avião todos ao mesmo tempo. Esbarram o ombro no batente da porta e olham feio para o outro que entrou ao mesmo tempo e esbarrou o outro ombro no outro batente. Brigam pela janelinha, mesmo quando o vôo é noturno e não dá pra ver nada. Quando a conseguem, passam a noite inteira levantando para ir ao banheiro, incomodando o outro usuário que também está com o ombro doído. Fazem barulho, bagunça, desfolham jornais, roubam talheres, copos, xícaras, travesseiros, mantas, fones de ouvido; assemelham-se a uma nuvem de gafanhotos praticando um saque a que chamam "souvenir". Levam revistas de palavras cruzadas que jamais serão resolvidas e acham-se super malandros sentindo roçar na barriga o incômodo saco plástico que esconde os "travellers-cheques". Transformam os banheiros num lodaçal, num Everglades de mijo. Sentem-se uns aventureiros, uns Indiana Jones ao contrário, já que estão viajando de um país de terceiro mundo para lugares um pouquinho mais civilizados. Querem abraçar o Mickey e apertar a mão do Pateta; querem arrancar uma lasquinha de tinta da Estátua da Liberdade; querem pisar nas estrelas da Calçada da Fama. Torcem para que neve em pleno verão e alugarão carros dos quais falarão pelos próximos dez anos. Tiram centenas de fotos horríveis, mostrando sempre os mesmos sorrisos sem graça e sempre com as pessoas portando sacolas de compras. Os que já foram mais de uma vez fazem questão de explicitar isso logo no primeiro momento da conversa: "da última vez que estivemos em Paris...". O "última vez" é dito em itálico e negrito, deixando claro que ele já esteve lá outras vezes. Já o de primeira viagem compara o avião ao ônibus no qual fez a excursão a Foz do Iguaçu. E se acha criativo fazendo a inevitável comparação dos solavancos do avião aos buracos da estrada. Pedem para conhecer a cabine de comando e lá chegando podem ser divididos em dois grupos: o dos experts e o dos babões. O expert, por ser expert, já entra na cabine de dedo em riste, apontando com concreta certeza "ali é o radar, não é?". O babão entra quieto, compenetrado, olha tudo com muita atenção e por último o painel do teto. Por estar olhando para cima fica com a boca semi-aberta. E dispara, engolindo a saliva: "poxa, quanto botão, como é que vocês decoram tudo isso?".
O passageiro-padrão sempre quer a comida que não tem mais, e acha um absurdo o avião não estar equipado para atender a todos os seus desejos gastronômicos, sejam quais forem. Certa vez um me pediu pizza. De calabresa, com bastante cebola. Desculpei-me por não poder atendê-lo, confidenciando-lhe no ouvido que a máquina que espremia os tomates para o molho havia quebrado. Embarcando em Seul ele quer jornal de Porto Velho. De hoje. E não adianta explicar que o Brasil está doze horas atrás do fuso da Coréia, fato incontornável, que faz o jornal ser sempre de ontem, nunca de hoje. Mas aí ele não quer mais, afinal, é um homem à frente do seu tempo. E tudo isso sem falar naqueles que voltam com dificuldades para entender o português. Compreende-se, afinal passaram longos sete dias em Miami.
E com todo esse tumulto e confusão foi preciso que as empresas encontrassem um profissional capaz de botar ordem naquela Babel de asas. Alguém capaz de controlar a massa, uma espécie de PM sem cassetete e que fosse, ainda, o responsável pela segurança. Era preciso alguém otimista, corajoso e trouxa o suficiente para topar a parada.
E assim, surgiu o comissário.
O Comissário, pessoa de contrastes -
O comissário é antes de tudo um forte. Um forte candidato a se fuder. Otimista por natureza é o único que acredita poder sair vivo de um acidente numa cangalha que anda a mais de 900 km por hora e que leva toneladas de combustível bem embaixo do seu assento. É um eclético: atura gente arrogante na primeira classe, atura gente chata na classe executiva, e na classe econômica atura gente que ainda não definiu se vai ser chata ou arrogante. Tem curso de sobrevivência na selva, no mar, no gelo e no deserto, mas nunca lhe ensinaram sobreviver com o ridículo salário que lhe pagam. Sabe fazer parto e controlar chilique. Sabe dar extrema-unção aos católicos, fazer servir a refeição kosher do rabino e conhece trechos do Alcorão para atender os muçulmanos. Tem curso de primeiros e de últimos socorros, conhece psicologia aplicada, e se nada disso der certo, sabe como tirar todo mundo de dentro do avião em 90 segundos, sendo o último a sair. Dá nó em pingo d´água e quando o serviço de bordo não é suficiente para todo mundo, opera o milagre da multiplicação. É capaz de dar o mesmo copo de suco para duas pessoas ao mesmo tempo, sem que elas percebam. É um mágico, um ilusionista, cujas mãos possuem uma agilidade de fazer inveja a qualquer profissional do baralho. E é formado em ocultismo, sabendo ocultar frangos, queijos e garrafas pet na mala.
No início do vôo o comissário se apresenta ao comandante, que está de saco cheio, com cara mal dormida e o nó da gravata torto. Juntos vão para o avião, aquele belo exemplar de um mais pesado do que o ar, com mais de vinte anos de uso. O livro de panes é mais grosso que a Enciclopédia Russa, várias delas em "acr", o que significa que não tem peça de reposição. A manutenção é de terceiro mundo e as pessoas envolvidas na operação também. O comissário checa tudo e recepciona os passageiros com um sorriso largo e uma mentira estreita sobre o atraso. Fecha a porta de travamento visivelmente duvidoso, senta em seu banco, ajusta o seu cinto e dá um sorriso para a velhinha sentada bem na sua frente. Apaga a luz, mantendo a cabine escura como a dúvida. Concentra-se para a decolagem e acha que vai chegar inteiro ao destino. Vai ser otimista assim na puta que pariu!
Além dele, há a comissária, a versão feminina da coisa.
A Comissária, pessoa de contrastes -
A comissária começa na carreira com um carro zero, dado pelo pai. Ele não queria que ela interrompesse a faculdade e adiasse o casamento, mas no fundo está feliz por ver a menina, aquela criadora de caso, ir encher o saco dos outros. Os outros também estão felizes por conhecer a menina, e todos se mostram muito mais interessantes que o noivo, que começou a dançar no momento em que ela colocou os pés no avião. Na relação tentativa-erro, ela acha que toda tentativa é um acerto, já que os novos colegas estão sempre dispostos a ensinar. Ela não se dá conta daquele monte de gente vivida dançando em torno dela igual índio dançando em volta da fogueira.
A comissária tem o mesmo treinamento e sabe fazer as mesmas coisas que o comissário faz. Mas, por ser mulher, é menos otimista e, portanto, mais realista. A bordo, ela é soberana, insuperável e insubstituível, e com um simples sorriso é capaz de servir não dois, mas três copos de suco ao mesmo tempo, sendo que o terceiro usuário, cheio de esperanças pelo sorriso, vai virar o copo na boca sem perceber que ele está vazio. É ela que trabalha na linha de frente, dando o primeiro combate à massa e por isso é, ao mesmo tempo, flecha e arco. Em pouquíssimo tempo estará dançando em volta de todo mundo como índio dança em volta da fogueira. Ela decola ao lado do comissário e mesmo na escuridão é capaz de perceber, perguntando enquanto mantém o sorriso para não chamar atenção: "fechou essa porta direito? Parece que está meio aberta". Ambos, comissário e comissária, formam um time poderoso e, às vezes, assediam a massa, fazendo cara séria e voz compenetrada para oferecer as carnes disponíveis na refeição: "a senhora é vaca ou galinha?"
Mas é ela, a comissária, quem sempre prevalece. É ela que alimenta os mais inconfessáveis sonhos de todos, principalmente do usuário. Pode não ser bonita, nem gostosa. Mas dentro daquele uniforme transforma-se numa espécie de fada alcançável, um mito capaz de enlouquecer os menos avisados.
E, dentre os mais desavisados, está o co-piloto.
O Co-Piloto, pessoa de contrastes -
Existem dois tipos básicos de co-piloto: o "xodó" e o "oriundo".
O "xodó" é o xodó da mãe, senhora que transpira vaidade por todos os poros e que está sempre avisando que o filho "chegou lá, mas ainda vai mais longe". Ele é um rapaz altivo, que pensa ter cultura e inteligência acima da média. E se acha bonitão! É o centro das atenções nas festas de família. Claro, não é toda família que tem um pimpolho capaz de que decolar aqueles enormes aviões. Não mesmo! Só aquelas com grana suficiente pra bancar o aero-clube, onde o coitado vai ralar durante seis longos meses para tirar o brevet.
O outro tipo é o "oriundo". Ele é oriundo da FAB, onde cursou a academia e na hora de servir à pátria descobriu que a aviação comercial é mais compensadora. Aí, ele dá baixa e vai ser civil, tirando a vaga de um pimpolho, cuja mãe vai ficar uma fera.
Normalmente, o co-piloto xodó é mais arrogante e liberal, enquanto o oriundo é mais humilde e "caxias". Seja como for, ambos descobrirão rapidamente que só têm direito a escolha comportamental aquele que está por cima. E é por isso que o passatempo de ambos é falar mal do comandante. Adoram contar sobre o dia em que o comandante pisou na bola e - não fosse ele, herói de plantão - as coisas iam ficar pretas. Mas, claro, só contarão para as pessoas de confiança, porque amanhã vai ter outro vôo, com um comandante amigo daquele outro, e os quinze minutos de glória poderão se transformar em meses de pesadelo.
Por ser achar bonitão, inteligente e culto, o co-piloto acha também que pode conquistar a comissária. Acha que a concorrência do comissário que senta junto dela é desleal, e que a concorrência exercida pelo comandante é sacana, já que ele usa o posto pra dar em cima da moça. Mas sabe que um dia será comandante e então tudo será diferente. Cada um será colocado no seu devido lugarzinho e nascerá uma nova era de justiça e paz social no relacionamento. Enquanto isso não acontece, ele acha que todo mundo é babaca.
Principalmente o comandante.
O Comandante, pessoa de contrastes -
Todo comandante já foi co-piloto e por isso mesmo acha que todo co-piloto é babaca. Quando foi promovido passou a sofrer a chamada "solidão de comando", fato difícil de contornar porque ele, apesar de estar cercado por vários tripulantes, cada um deles especialista numa coisa, quer ser especialista em tudo. Afinal, é ele quem tem que comandar e a solidão de comando faz com que se sinta um Charles Lindemberg cercado de gente por todos os lados.
O comandante é o representante direto do patrão que, no entanto, não lhe dá autonomia de representação. O patrão prefere nomear uma chefia, a quem dá autonomia, que deveria representá-lo e a quem o comandante deveria representar. Mas na opinião do comandante, toda chefia é incompetente. E não querendo representar incompetentes, ele acaba representando apenas a si mesmo, o que aumenta a solidão de comando. Isto faz azedar o relacionamento com os demais tripulantes, principalmente com o seu colega mais próximo, o co-piloto. Já tendo sido co-piloto, o comandante sabe que este o acha um babaca e, por isso, o comandante o acha um babaca.
Um dia, de saco cheio por ter que voar um avião velho num país de terceiro mundo, e tendo que conviver com a solidão de comando, o comandante conhece uma comissária. Ela parece especialista em compreender tudo, um mito capaz de fazê-lo virar o copo vazio na boca e com cancha suficiente para amenizar a solidão de comando.
Tudo estaria resolvido, se não fosse aquele co-piloto babaca que também está dando em cima da moça. E pior, tem aquele comissário, com seu maldito otimismo, que senta junto dela na decolagem e tenta conquistá-la, mentindo que a porta está fechada...
17 dezembro 2008
Azul faz seu primeiro vôo.
O primeiro vôo decolou às 12h de segunda-feira dia 15/12/08, do aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Salvador (BA). Uma outra aeronave decolou às 15h do mesmo aeroporto com destino a Porto Alegre. No próximo dia 14 de janeiro, entrarão em operação outros dois vôos, Campinas-Curitiba e Campinas-Vitória.

O primeiro vôo decolou às 12h de segunda-feira dia 15/12/08, do aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Salvador (BA). Uma outra aeronave decolou às 15h do mesmo aeroporto com destino a Porto Alegre. No próximo dia 14 de janeiro, entrarão em operação outros dois vôos, Campinas-Curitiba e Campinas-Vitória.

18 novembro 2008
17 novembro 2008
Tela do aeroporto em casa?
Se você quer saber se a chegada ou partida do vôo está no horário?
É só clicar aqui
e escolher o aeroporto e o vôo. Online 24 horas.
Momento indignação....
Gostaria muito de saber porque a maioria dos Hotéis tem a seguinte frase:
Vocês não são hóspedes, são tripulantes.
Será que eles não pensam que nós podemos indicar o hotel para amigos, família e passageiros? Que nós também viajamos a passeio e pagamos hotel?
Quando será que irão começar a nos tratar decentemente?
É claro que não vou generalizar. Existem hotéis excelentes, que nos tratam super bem e que voltaríamos a passeio nem tanto pelo lugar, mas pelo carinho com que nos recebem.
Se você quer saber se a chegada ou partida do vôo está no horário?
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Momento indignação....
Gostaria muito de saber porque a maioria dos Hotéis tem a seguinte frase:
Vocês não são hóspedes, são tripulantes.
Será que eles não pensam que nós podemos indicar o hotel para amigos, família e passageiros? Que nós também viajamos a passeio e pagamos hotel?
Quando será que irão começar a nos tratar decentemente?
É claro que não vou generalizar. Existem hotéis excelentes, que nos tratam super bem e que voltaríamos a passeio nem tanto pelo lugar, mas pelo carinho com que nos recebem.
07 outubro 2008
PREZADAS (OS)
A FLY CENTER E A ETIHAD AIRWAYS FECHARAM PARCERIA PARA SELEÇÃO DE COMISSÁRIOS NO BRASIL
E NOS PRÓXIMOS SÁBADOS DIAS 04, 11 , 18 E 25 DE OUTUBRO ÀS 09:00 HRS ACONTECE AS SELEÇÕES
CASO VOCÊ QUEIRA PARTICIPAR EM UM DESTES SABADOS OU CONHECE ALGUEM QUE TENHA O PERFIL ABAIXO ,CADASTRE SEU CURRICULO E ENTRE EM CONTATO NESTE E-MAIL
LEMBRE-SE QUE NÃO É NECESSÁRIO TER O CURSO DE COMISSÁRIO PELO DAC OU ANAC
PORQUE ELES FORMAM OS COMISSÁRIOS EM ABU DHABI
REQUISITOS NECESSÁRIOS:
· IDADE MINIMA DE 21 ANOS (MULHER OU HOMEM)
· ALTURA MÍNIMA 1.62cm
· INGLÊS FLUENTE
· SEGUNDO GRAU COMPLETO
· DISPONIBILIDADE PARA MORAR EM ABU DHABI
CADASTRE SEU CURRICULO E OBTENHA MAIS INFORMAÇÕES NO SITE : WWW.FLYCENTERWEB.COM.BR
APÓS CADASTRAR SEU CURRICULO , ENVIE UM E-MAIL CONFIRMANDO
OBRIGADO
Ramyro Junior
Dir. Fly Center
www.flycenterweb.com.br
A FLY CENTER E A ETIHAD AIRWAYS FECHARAM PARCERIA PARA SELEÇÃO DE COMISSÁRIOS NO BRASIL
E NOS PRÓXIMOS SÁBADOS DIAS 04, 11 , 18 E 25 DE OUTUBRO ÀS 09:00 HRS ACONTECE AS SELEÇÕES
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REQUISITOS NECESSÁRIOS:
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· ALTURA MÍNIMA 1.62cm
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OBRIGADO
Ramyro Junior
Dir. Fly Center
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29 setembro 2008
04 setembro 2008
Ontem (quarta-feira dia 03 de setembro), estava chegando em Congonhas para assumir meu vôo e o trânsito estava parado. Quando olhei para o lado me deparei com a cena. Já que estava tudo parado, peguei a máquina e bati algumas fotos.
O acidente aconteceu por volta das 15h00 e o aeroporto ficou fechado por aproximadamente 2 horas, o suficiente para começar a baixaria.
É claro que os vôos estavam todos atrasados e que nenhuma empresa tinha culpa do ocorrido. Mas quem convencia os passageiros disso?
Agredir despachantes de vôo, chutar portas de vidro e ser escoltado pela polícia federal ia resolver alguma coisa?
Segue abaixo as fotos tiradas por mim.

O acidente aconteceu por volta das 15h00 e o aeroporto ficou fechado por aproximadamente 2 horas, o suficiente para começar a baixaria.
É claro que os vôos estavam todos atrasados e que nenhuma empresa tinha culpa do ocorrido. Mas quem convencia os passageiros disso?
Agredir despachantes de vôo, chutar portas de vidro e ser escoltado pela polícia federal ia resolver alguma coisa?
Segue abaixo as fotos tiradas por mim.

23 agosto 2008
BOEING 797
A Boeing está preparando um Jato para 1000 passageiros, e que poderá ser
o novo modelo de avião para as cias aéreas, para os próximos 100 anos.
A combinação radical do projeto da asa, foi desenvolvida pela Boeing, em parceria com a NASA. O enorme avião terá uma extensão da asa de 265 pés, comparados aos 211 pés, do 747( antigo projeto da Boeing ) e é projetado para caber dentro dos terminais recentemente criados para receber o A380 que tem 555 assentos, cujo tamanho é de 262 pés. O novo 797, é uma resposta direta ao Airbus A380, que já têm mais de 159 encomendas.
A Boeing decidiu 'enterrar seu super projeto do 747 em 2003, depois do pouco interesse mostrado pelas cias aéreas, mas continuou a desenvolver o projeto final do 797, por anos em seu centro de pesquisas em Long Beach, Califórnia.
O Airbus A 380, esteve nos trabalhos desde 1999, e acumulou US$ 13 Bilhões em custos de desenvolvimento, o que dá a Boeing uma enorme vantagem sobre a Airbus, que está comprometida com o velho modelo tubular de avião, que 'deverá ser usado por décadas.
Há diversas grandes vantagens no projeto da asa, o principal é a espantosa 'redução do esforço para a decolagem, que deve ser de 50%, com a redução do peso total em 25%, fazendo com que seja mais eficiente em estimados 33% em relação ao A380, fazendo a Airbus tremer pensando no investimento de US$ 13 Bilhões, que já parece duvidoso.
A rigidez elevada do corpo, é um outro fator chave do avião combinado ao projeto da asa, pois reduz a turbulência e cria menos 'stress' ao corpo do avião o que aumenta a eficiência, dando aos 797, uns tremendos 8800 milhas náuticas, com seus 1.000 passageiros que voam confortavelmente em 0.88 mach (velocidade do som ), ou 654 milhas por hora ( + - 1..046 Km/hora), uma 'enorme vantagem sobre o projeto do A380 da Airbus, (tubo-e-asa ), que voa 'a '570 mph ( + - 912 Km/h).

A Boeing está preparando um Jato para 1000 passageiros, e que poderá ser
o novo modelo de avião para as cias aéreas, para os próximos 100 anos.
A combinação radical do projeto da asa, foi desenvolvida pela Boeing, em parceria com a NASA. O enorme avião terá uma extensão da asa de 265 pés, comparados aos 211 pés, do 747( antigo projeto da Boeing ) e é projetado para caber dentro dos terminais recentemente criados para receber o A380 que tem 555 assentos, cujo tamanho é de 262 pés. O novo 797, é uma resposta direta ao Airbus A380, que já têm mais de 159 encomendas.
A Boeing decidiu 'enterrar seu super projeto do 747 em 2003, depois do pouco interesse mostrado pelas cias aéreas, mas continuou a desenvolver o projeto final do 797, por anos em seu centro de pesquisas em Long Beach, Califórnia.
O Airbus A 380, esteve nos trabalhos desde 1999, e acumulou US$ 13 Bilhões em custos de desenvolvimento, o que dá a Boeing uma enorme vantagem sobre a Airbus, que está comprometida com o velho modelo tubular de avião, que 'deverá ser usado por décadas.
Há diversas grandes vantagens no projeto da asa, o principal é a espantosa 'redução do esforço para a decolagem, que deve ser de 50%, com a redução do peso total em 25%, fazendo com que seja mais eficiente em estimados 33% em relação ao A380, fazendo a Airbus tremer pensando no investimento de US$ 13 Bilhões, que já parece duvidoso.
A rigidez elevada do corpo, é um outro fator chave do avião combinado ao projeto da asa, pois reduz a turbulência e cria menos 'stress' ao corpo do avião o que aumenta a eficiência, dando aos 797, uns tremendos 8800 milhas náuticas, com seus 1.000 passageiros que voam confortavelmente em 0.88 mach (velocidade do som ), ou 654 milhas por hora ( + - 1..046 Km/hora), uma 'enorme vantagem sobre o projeto do A380 da Airbus, (tubo-e-asa ), que voa 'a '570 mph ( + - 912 Km/h).

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